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| Sérgio Lopes Sobrinho O Brasil está sendo sacudido por um movimento organizado de invasão de propriedades públicas e privadas, paralisação de pedágios e ocupação de repartições governamentais, como se não existissem uma Constituição, leis e normas de conduta que tornam possível o desenvolvimento das nações. Sob o "manto" de movimentos sociais (que não possuem uma face legal, mas são tratados por autoridades como legítimos representantes de um segmento da sociedade), grupos organizados incentivam e promovem ações que geram insegurança jurídica, afetam os investimentos, a produção e o emprego, assim como ampliam o risco de confrontos com aqueles que legitimamente defendem seus direitos, ou com as autoridades encarregadas de fazê-los valer. Quem fica exposto, de modo geral, são os cidadãos humildes, manipulados por aqueles que coordenam os movimentos e cujo objetivo, claramente, não é resolver o problema dos mais pobres, mas afrontar as instituições das quais discordam e às quais recusam-se a se submeter. As recentes declarações do líder do MST, João Pedro Stédile, mostram que o movimento não pretende apenas a reforma agrária, e sim mudar o regime. Para tanto conta até com uma universidade, destinada a formar novos dirigentes que possam ampliar a atuação do grupo. Como a agricultura é hoje o setor mais dinâmico da economia nacional, ameaçando, com sua eficiência e competitividade, os produtos agrícolas das nações desenvolvidas, cabe indagar a quem interessa incentivar a baderna no campo e com que finalidade organizações estrangeiras financiam o MST. É necessário que as autoridades e o Judiciário ajam com a maior rapidez para restabelecer a lei e a ordem na zona rural e nas cidades. A omissão não vai ajudar os mais pobres, porque sem o império da lei nenhuma economia pode se desenvolver. Nós estamos atentos. Representamos um movimento social autêntico e organizado, que respeita a lei e a ordem. E vamos nos insurgir se constatarmos qualquer omissão das autoridades. Basta de desrespeito à lei. Sérgio Lopes Sobrinho, é presidente da Associação Comercial e Industrial de Marília e vice-presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo. |
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