Título: Rastreabilidade cria mercado para empresas certificadoras
 
Luiz Arnaldo Cunha de Azevedo disse que certificação é exigência do Ministério da Agricultura
 
Floresce o número de empresas que pretende faturar com a implantação do sistema de rastreabilidade do gado de corte, projeto mais conhecido como o “RG do boi”. Calcula-se que, considerado apenas o custo de certificação de R$ 2,00, esse é um mercado que pode movimentar R$ 400 milhões. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento cadastrou 19 empresas certificadoras no País. Embora a rastreabilidade seja obrigatória, a procura pelo serviço ainda tem sido pequena.

Luiz Arnaldo Cunha de Azevedo, diretor executivo do Sindicato Rural de Marília disse que a certificação já é uma exigência do Ministério da Agricultura, mas o mercado de certificação bovina ainda cresce em ritmo aquém do esperado. “De acordo com as informações que recebemos, o cadastro nacional de gado de corte será feito progressivamente apesar de ser criado no primeiro semestre do ano passado”, comentou.
O primeiro grupo atingido pela medida é o de exportadores de carne.
Até o final deste ano, todos os plantéis dos quais saem animais para o mercado internacional terão de ter o sistema de rastreabilidade implantado. Por ano, o Brasil exporta o equivalente a cinco milhões de cabeças. Até o ano de 2007, o sistema de rastreabilidade terá de cobrir todo o plantel em criação no País, estimado em 180 milhões de animais.

EXPORTAÇÕES - As exportações de carne bovina in natura do Brasil cresceram 68% no semestre em comparação com igual período de 2002 e alcançaram 295,8 mil toneladas. A receita cresceu 37,64%, para US$ 480 milhões, conforme o Ministério da Agricultura.