Título: Volume de spam ameaça futuro de e-mail
 
As mensagens de correio eletrônico não solicitadas devem ser detidas, disseram especialistas e legisladores de Internet dos Estados Unidos, mas não houve acordo sobre a forma de eliminar os indesejáveis spams, que, segundo sustentam, ameaça saturar o aplicativo mais popular da rede mundial de computadores. No fórum “Pare o Spam”, organizado pela Comissão Federal do Comércio dos Estados Unidos (FTC, na sigla em inglês), os participantes também não conseguiram concordar quanto ao tipo de prática online é inaceitável, de forma a carregar o rótulo pejorativo de spam.

Os comerciantes afirmaram que as mensagens enganosas com assuntos confusos como “sua conta” são as culpadas, pois sujam a imagem das operadoras mais respeitadas, que só enviam mensagens aos consumidores que as pedem. Os provedores de Internet e os grupos de consumidores disseram que o critério deveria ser a simples quantidade de mensagens, e não seu conteúdo. “(O critério da) má-fé não mitiga o problema do volume”, disse Laura Atkins, diretora da fundação SpamComn, grupo que luta contra emails comerciais não solicitados.

Estas mensagens estão no panorama da Internet desde 1978, quando um vendedor da Digital Equipment Corp enviou uma mensagem oferecendo um computador a todos os usuários da Arpanet, nome da rede na época. Mas o spam converteu-se em um grande problema, com o disparo da quantidade de mensagens não solicitadas nos últimos anos.

A empresa de filtros de email Postini afirmou que 75% de todos as mensagens que administra são spams, cinco por cento mais que em 1999. O provedor de Internet America Online anunciou que agora bloqueia mais de 2 bilhões de spams por dia, aproximadamente 67 para cada conta de email de seus assinantes. “O spam ameaça destruir os benefícios do email”, disse o presidente da FTC, Timothy Muris, durante o fórum.

Colaboração de Guilherme Mendonça, gerente de negócios da Impact, empresa de assessoria a Internet de Marília