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| Um dos termômetros do agronegócio brasileiro, os preços pagos aos produtores agrícolas paulistas subiram 1,99% na terceira semana de janeiro. Dos 19 produtos analisados pelo IEA (Instituto de Economia Agrícola), em São Paulo, nove apresentaram crescimento no preço. Foram os casos do algodão, arroz, banana, batata, café, cana-de-açúcar, cebola, feijão e leite. Enquanto outros nove produtos tiveram reduções nos preços: amendoim, laranja, milho, soja, tomate, aves, boi gordo, ovos e suínos. Já o trigo não teve nenhuma alteração nos preços. Segundo o pesquisador do IEA, Nelson Batista Martim, “o destaque de alta foi o preço da cebola com variação positiva de 22,22%, enquanto a maior queda foi verificada no amendoim com -20,80%”, falou. O pesquisador disse que o preço do feijão vêm sendo mantido, mesmo em plena colheita da safra das águas do ano agrícola 2002/03. “Isto está ocorrendo em função da irregularidade na oferta, uma vez que a área plantada teve grande dispersão devido à estiagem no segundo semestre de 2002”, completou. O presidente do Sindicato Rural de Marília, Yoshimi Shintaku, disse que segundo os dados divulgados, entre os produtos de origem vegetal, observou-se retração nos preços de todos os subgrupos, fazendo com que o preço do grupo tivesse baixa de 1,25%. “Já no segmento animal, os dados mostram a redução nas cotações de aves, boi gordo, ovos e suínos”, comentou. Apesar do crescimento nos preços do leite, foi verificado recuo de 3,52% no preço do grupo. O resultado final foi a variação negativa de 1,99% no índice geral chamado IPR. Yoshimi Shintaku explicou que na última pesquisa divulgada, o setor produtor de tomates registrou queda de 0,45% na média dos valores praticados. Conforme a pesquisa, no período pesquisado anteriormente, o índice estava em 2,72%, baixando para 2,27%. “A pesquisa mostrava pequena oscilação negativa de 0,45% que se deu apesar de a maioria dos preços agrícolas ter fechado em alta”, falou. |
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