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| É alvissareiro afirmar, desde logo, que os candidatos eleitos para governar o Estado e o País nos próximos quatro anos deram destaque e ênfase à importância das micro e pequenas empresas, face à capacidade extraordinária destes empreendimentos de responder, de maneira ágil e eficiente, ao chamamento da geração de empregos, renda, divisas e, conseqüentemente, da reaproximação das camadas sociais. A aposta no fortalecimento e na expansão de atividades empreendedoras como forma de minimizar as distâncias econômicas, sociais e regionais é, certamente, um caminho acertado que exige, para sua efetiva concretização, a união de esforços, numa grande rede de parcerias entre governos federal e estadual, iniciativa privada e sociedade civil. Sabemos que as pequenas empresas são um verdadeiro estuário de talento, criatividade e força empreendedora, constituindo-se, desta forma, em segmento estratégico para alavancar o desenvolvimento do País. Entretanto, e apesar de sua expressividade, com mais de 1,3 milhão de estabelecimentos (somente no Estado de São Paulo), responsáveis pela geração de 7,5 milhões de empregos e 20% do PIB, as micro e pequenas empresas precisam efetivamente de apoio em todas as esferas, principalmente no que tange à ampliação de sua competitividade para enfrentar, com sucesso, os desafios da concorrência globalizada, tanto no mercado interno como no internacional. Já avançamos, e muito, neste processo de apoio às pequenas empresas. O sistema Sebrae atua em todo o território nacional e aqui no Estado de São Paulo também estamos trabalhando firmemente para garantir a este segmento condições de expandir e sobreviver. Nossa estratégia de atuação está focada em duas grandes frentes: melhoria da gestão empresarial e modernização das políticas públicas. A partir de 2001 iniciamos um movimento de modernização de nossos produtos e serviços e ampliamos nossa atuação junto às autoridades competentes para a criação e manutenção de um ambiente mais favorável ao desenvolvimento das pequenas empresas, com menos burocracia, taxas de juros mais baixas e maior volume de crédito, requisitos básicos para que tais empreendimentos possam produzir mais, criar mais empregos, pagar melhores salários, enfim, para que consigam cumprir seu papel social. A parceria, o trabalho em conjunto e a cooperação são e continuarão sendo nossa base de atuação no sistema. Unir os esforços de entidades governamentais e privadas é o desafio que nos impulsiona e nos move, pois acreditamos veementemente que a intervenção isolada, de qualquer um destes elos, não surtirá o efeito necessário e esperado. Temos alguns bons exemplos de ações conjuntas que já começam a surtir efeitos como a implantação do Sistema Agroindustrial Integrado (sai) em todo o Estado de São Paulo, com a parceria da Secretaria de Agricultura e Abastecimento no Estado de São Paulo, sindicatos rurais, cooperativas e prefeituras e a ampliação das exportações pelas pequenas empresas, por meio de consórcios de exportação apoiados pela Apex, lembrando que o saudoso governador Mário Covas sempre defendeu e trabalhou para estabelecer o processo de parceria em todos os níveis. A tarefa dos novos governantes não será das mais fáceis; entretanto, já existem ações bem sucedidas que precisam ser continuadas e ampliadas para que as conquistas sejam ainda mais firmes. Não se trata de utopia e sim de opção estratégica. O tempo que este processo vai levar para se consolidar depende o empenho e do investimento de cada uma das partes interessadas. Fábio de Salles Meirelles, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae e presidente da Faesp/Senar (Federação da Agricultura do Estado de São Paulo e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) |
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