Título: Setembro Amarelo é tema de exposição entre rotarianos
 
Exposição sobre o suicídio foi realizada na reunião ordinária do Rotary Club de Marília-Pioneiro
 
Dentro das atividades estimuladas no mês de Setembro, como é o caso do chamado “Setembro Amarelo”, sobre o alerta na questão do suicídio, os rotarianos que fazem parte do Rotary Club de Marília-Pioneiro, no Distrito 4510 do Rotary International, na região centro-oeste do interior do Estado de São Paulo, promoveram em recente reunião ordinária, nas dependências do Quality Hotel Sun Valley, exposição sobre o tema com a psicóloga, Érica Flávia Motta, que durante 45 minutos, apresentou questionamentos válidos sobre esta preocupação social. “Mais de um milhão de pessoas tiram a própria vida todos os anos no mundo”, justificou em tom de alerta a presidente do clube rotário mariliense, a cirurgiã dentista, Sandra Aparecida de Souza de Craveiro, ao programar a apresentação dentro da reunião ordinária.

De acordo com a psicóloga esse tema foi por muitos anos, absolutamente, negado e evitado entre as pessoas e principalmente entre as famílias. “Apesar dos fatores que contribuem para o suicídio serem muito variados, os mais vulneráveis são os jovens, os idosos e os socialmente isolados”, disse a profissional ao apontar os países de baixa e média rendas sendo os que têm maior índice de suicídio, e isso inclui o Brasil, que já ultrapassou mais de 10 mil casos. “Somos pouco capacitados para acompanhar a demanda crescente que vai da assistência a saúde, em geral, até a assistência especializada em saúde mental”, justificou como um dos motivos do elevado número registrado no Brasil.

Para Erika Flávia Motta o crescimento da taxa de suicídio está nos grupos de idade entre 10-14 anos e 15-19 anos, de 20% a 30%, respectivamente. “É a quinta causa de óbito entre jovens com idade entre 10 e 19 anos”, apontou a psicóloga ao mostrar a taxa mundial de suicídio que atinge entre 5-10 anos, um aumento em 10 vezes. “Isso é preocupante”, falou ao explicar algumas situações de sofrimento insuportável por pessoas que não conseguem lidar com as próprias características da personalidade. “São questões como a ambivalência, impulsividade, rigidez ou ainda a extrema sensibilidade”, falou ao constatar que não existe uma causa única que leve ao suicídio. “É uma construção ao longo da vida”, acrescentou. “A dor toma conta da mente da pessoa, que está repleta de sentimentos negativos como: culpa, vergonha, angústia, solidão entre outros sentimentos”, explicou.

Diz a expositora que a Organização Mundial da Saúde (OMS) possui um manual de prevenção do suicídio, onde fala sobre o comportamento suicida, fatores de risco, dentre outras informações importantes para a prevenção. “Como sabemos, o suicídio acaba sendo uma forma de comunicação, uma maneira encontrada pela pessoa para pedir ajuda”, disse Erika Flávia Motta ao garantir que o suicida expressa a intenção do ato através de palavras e comportamentos. “Precisamos nos atentar mais as manifestações expressas”, alertou. “Não se deve ignorar a situação, ou fazer parecer trivial”, frisou ao responder inúmeras perguntas formuladas pelos rotarianos que detalharam o tema em diversas frentes.

Sandra Aparecida de Souza Craveiro considerou oportuna a chance de falar sobre o assunto entre os rotarianos e convidados e acredita que será necessário outro encontro em virtude do grande interesse sobre o tema. “Vamos desenvolver melhor esta questão futuramente, afinal, todos nós temos pessoas sensíveis em nossas famílias e precisamos saber lidar com isso de forma efetiva”, disse ao elogiar a exposição realizada e o envolvimento dos associados.

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