Título: Acim estimula protestar dívida em Cartório de Notas
 
Gilberto Joaquim Zochio, diretor financeiro da Acim, fala sobre a inadimplência no comércio
 
O diretor tesoureiro da Associação Comercial e Industrial de Marília (Acim), Gilberto Joaquim Zochio, neste período de instabilidade econômica e o crescimento da inadimplência no comércio em geral, é favorável ao protesto do débito em Cartório de Notas. Segundo o dirigente mariliense, dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), desenvolvidos pela Boa Vista Serviços, apontam o pior resultado para os primeiros seis meses desde 2006. “O volume total de dívidas protestadas no país subiu 25% no primeiro semestre de 2015 na comparação com igual intervalo de 2014”, disse o diretor da Acim ao averiguar dados divulgado pelo órgão consultivo de crédito. “Este foi o pior primeiro semestre desde 2006 tanto para empresas quanto para consumidores”, constatou ao lembrar que para as empresas, a situação é um pouco pior.

De acordo com Gilberto Joaquim Zochio o aumento de títulos protestados sinaliza uma piora da inadimplência, mas não é o único indicativo, afinal deve-se somar, também, os dados de cheques devolvidos, por exemplo. O levantamento mostra que as dívidas protestadas das empresas subiram 20,9% no semestre. No mesmo período do ano passado, a variação foi bem menor, de 5,9%. “As empresas, além de serem mais representativas na amostra da Boa Vista, também estão apresentando piora em outros indicadores, como os de cheques e de inadimplência”, argumentou o diretor da associação comercial mariliense. “As empresas estão deixando de pagar as contas”, constatou ao acreditar em dificuldades maiores do lojista em geral conseguir manter baixo o índice de inadimplência.

Para se ter uma ideia, nos primeiros cinco meses deste ano, houve aumento de 0,40 ponto percentual na inadimplência das empresas, segundo dados do Banco Central. Para o consumidor, a evolução foi de 0,1 p.p. no mesmo período. Para o dirigente mariliense, a atividade econômica fraca reflete de maneira mais drástica nas empresas - que ao longo do ano já tiveram aumento de custos fixos e queda nas vendas. “E praticamente a maioria está com mais dificuldade de captar recursos nos bancos, que estão mais seletivos”, frisou o diretor tesoureiro da Acim. “A falta de crédito também está piorando a capacidade das empresas”, falou com experiência.

O levantamento da Boa Vista SCPC mostra que os protestos de dívidas dos consumidores tiveram alta de 30,7% no primeiro semestre. Na comparação interanual, somente em junho, os protestos subiram 46,4% em relação a junho do ano passado - quando aumentaram 41% para empresas e 55,5% para consumidores. Em relação a maio, os títulos protestados em junho caíram 3,5%. Nesse caso, houve um recuo de 3,2% das dívidas protestadas de empresas e de 3,9% de consumidores. O valor médio dos títulos protestados para o mês de junho foi de R$ 3.733,00. Os de maior valor são os das empresas, de R$ 4.836,00. Para as pessoas físicas, o valor correspondeu a R$ 2.054,00.

Na divisão por regiões, os títulos de empresas protestados em junho subiram 49% no Centro-Oeste na comparação anual, 47,2% no Sul, 43,4% no Sudeste, 36,5% no Norte e 18,1% no Nordeste. O indicador da Boa Vista de títulos protestados mostra a evolução da quantidade de anotações negativas referentes a protestos de títulos, informados por cartórios de protestos no referido mês. “Ao registrar uma dívida no Cartório, as chances de recebimento são maiores”, acredita Gilberto Joaquim Zochio.

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