Título: Em outubro dívida ativa cai a quase 5% ao ano
 
Carlos Francisco Bitencourt Jorge, coordenador do SCPC da Acim, avalia o valor da dívida ativa no comércio
 
O mês de outubro registrou duas quedas quanto a dívida ativa no comércio em geral: queda anual de quase 5% e queda mensal de 0,02%. Os dados são do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da Associação Comercial e Industrial de Marília (Acim), ao promover o trabalho de monitoramento das dívidas acumulados nos últimos cinco anos. “Não importa o porcentual, o importante é que está diminuindo”, festejou o presidente da Acim, Libânio Victor Nunes de Oliveira, ao tomar conhecimento dos números através do coordenador do SCPC da Acim, Carlos Francisco Bitencourt Jorge. Somente em outubro foram acumulados 27.999 cadastros com restrição diante das 52.515 dívidas existentes envolvendo CPF’s de consumidores de Marília e região. “Isso resulta num total de R$ 14.116.512,19 de dinheiro que não entrou no comércio mariliense”, reclamou o dirigente da associação comercial, que mesmo tendo esse valor como dívida, festeja a queda dos números que chega a R$ 2.823.302,43 de dinheiro parado em cada ano.

Para o coordenador do SCPC da Acim, Carlos Francisco Betencourt Jorge, esses quase 5% de diferente entre os valores existentes em Janeiro deste ano (R$ 14.411.891,53), não quer dizer muita coisa. “Esse cadastro é com relação as dívidas acumuladas nos últimos cinco anos, ou seja, desde quando começamos a monitorar”, frisou o dirigente da Acim “O mês de outubro foi o antepenúltimo mês, até o momento, como o menor valor em real de dívida acumulada nos últimos cinco anos”, explicou. “Somente os meses de Abril (R$14.033.833,53) e Junho (R$ 14.105.790,06), foram menores”, apontou. “Imagina-se que nessa diferença os débitos foram quitados”, acredita o dirigente da Acim. “Ou caducaram nos últimos cinco anos”, acrescentou Carlos Francisco Bettencourt Jorge, ao lembrar que após este período os direitos de cobrança terminam. “O importante é que diminuiu, e vamos acreditar na recuperação do crédito do devedor”, comentou o dirigente que desde janeiro vem monitorando a dívida ativa existente no comércio de Marília.

No mês passado existiam R$ 14.119.881,14 bloqueados, ou seja, deixaram de circular entre as lojas de Marília. Em outubro foram 0,02% de diferença, diante dos R$ 14.116.512,19 registrados em setembro de dívida ativa existente. “Pensando positivamente, é provável que esses R$ 3.368,93 de diferença sejam acertos de débitos”, falou em tom animado. “O que, infelizmente, não representa muito dentro do contexto de débito existente com uma média de R$ 14.178.555,30 mensais em 2014, até o momento, que deixam de serem investidos no comércio local”, apontou Carlos Francisco Bitencourt Jorge que está pessimista quanto a possibilidade dos valores diminuírem drasticamente. “Diante do quadro de incertezas econômicas que vivemos, penso que esses números dificilmente diminuirão nos próximos meses, se não aumentarem”, falou em tom de preocupação.

Na opinião de Libânio Victor Nunes de Oliveira é esperada uma queda no mês de novembro, quando muitos devedores utilizam parte do recebimento do 13º salário para o pagamento de dívidas. “E tem aqueles que fazem o acerto pensando nas compras de Natal”, comentou o presidente da Acim que também enxerga com preocupação os números apresentados pelo SCPC da Acim. “Apesar de existirem várias formas de se recuperar o crédito, ainda sim os valores são elevados, porque o consumidor não tem dinheiro”, lamentou Libânio Victor Nunes de Oliveira ao verificar a existência de mais de R$ 14 milhões sem a circulação entre as lojas. “O lojista perdeu o dinheiro e o produto”, disse ao mostrar o maior prejudicado.

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