Título: O SAI – Um agente de desenvolvimento do agronegócio
 
Fábio de Salles Meirelles

Um sistema que, há menos de cinco anos, era apenas uma idéia que prometia bons resultados, está revolucionando o sistema produtivo na cadeia do agronegócio paulista. Sua sigla, apesar de conter apenas tr~es letras, revela toda a grandiosidade do programa SAI – Sistema Agroindustrial Integrado.

Investimentos financeiros, técnicos e humanos de diversos parceiros permitiram o aumento de produtividade, qualidade e competitividade dos micro e pequenos empreendimentos rurais em mais de 400 municípios do Estado, contribuindo, desta forma, para consolidar esta engrenagem tão importante para o desenvolvimento local e regional.

Integrar o micro e pequeno produtor e empresário rural à nova realidade da economia globalizada é o maior desafio do SAI. Já vencemos algumas etapas no que concerne ao aprimoramento da produção e do gerenciamento. Desde 1998, quando iniciou-se o projeto piloto em Votuporanga, em parceria com a Cati, da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (SAA), atendemos milhares de produtores.

A vitória ora comemorada deve-se a esta integração dos setores privado e público. Em 2000, com a assinatura de um protocolo de intenções assinado pelo então governador Mário Covas, Federação da Agricultura do Estado de São Paulo e SAA iniciamos a fase de expansão do programa. Por conta desta parceria, que continua contando com o integral apoio do governador Geraldo Alckmin, contabilizamos cerca de 200 mil atendimentos a pequenos produtores e empreendedores rurais, de diversos municípios do Estado de São Paulo.

A partir deste mês, com estas alianças ainda mais fortalecidas, o SAI enre numa nova fase e vai contemplar os empreendedores rurais dos 645 municípios paulistas. E é com outro significativo elo de atuação, o SAI Metropolitano que vamos aprimorar e redirecionar o processo de comercialização.

O escoamento da produção, por meio de uma logística de distribuição mais eficiente e moderna, contribuirá para diminuir consideravelmente um dos principais obstáculos à rentabilidade da atividade rural – o intermediário, especialmente o atravessador.

Com isso garantiremos melhores condições para a sobrevivência e o fortalecimento de micro e pequenas empresas dos setores comercial, industrial e de serviços, por meio da integração destes empreendimentos à cadeia produtiva do agronegócio.

Temos plena convicção que o SAI é hoje e será cada vez mais um exemplo de ação bem sucedida. Ao alcançarmos o mesmo êxito nas próximas etapas, certamente, estaremos contribuindo definitivamente para que o agronegócio e suas cadeias produtivas consolidem-se como o fiel da balança do desenvolvimento sócio-econômico do País, gerando mais divisas e empregos.

Fábio de Salles Meirelles, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae – SP e presidente da Faesp/Senar.